>Se Fosse Mais Fácil (Clipe Oficial)- Bruno Camurati

>


>A arte de ser feliz

>

Houve um tempo em que minha janela se abria
Sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era época de estiagem, de terra esfarelada,
E o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
E, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não
Morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caiam de seus
Dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Ás vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Ás vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
Que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
Outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
Finalmente, que é preciso aprender olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles


>Homem chora

>

Dia desses, ouvi uma mãe explicando ao filho que “homem não chora”. O menino de três ou quatro anos fazia de tudo para não chorar, mas não conseguia. Passava os bracinhos miúdos sobre os olhos, tentava limpar o nariz, que também participava da dor, e nada. E a mãe agia com mais vigor, alertando que “homem não chora”.

Quem será que criou essa teoria? Quem separou o gênero humano entre aqueles que podem e aqueles que não podem chorar?
Homem chora, sim. Homem é razão e emoção como a mulher. Homem chora de dor, de emoção, de saudade, de felicidade. Jesus chorou diante do sofrimento da família de Lázaro. Sabia que tinha o poder de ressuscitá-lo, mas a situação daquelas irmãs inconsoláveis diante da perda o emocionou, e ele chorou. Uniu-se à nossa humanidade e chorou.
Na educação dos filhos, não poucas vezes, as famílias cobram de uma criança a postura de um adulto. Criança é criança. Tem inseguranças próprias de criança. O adulto tem as suas. Os medos talvez sejam diferentes. Mas todos têm medo. Meninas e meninos também têm diferenças como os homens e as mulheres. Mas têm muito em comum: choram, emocionam-se, amam. É para isso que fomos criados.
Fiquei imaginando por que aquele menino estava chorando. E fiquei imaginando os erros que as mães e os pais cometem quando querem transformar os seus filhos em heróis. Os pais não são heróis. Por que os filhos haveriam de ser?
Vez ou outra, sente-se com o seu filho e chore com ele. Pai ou mãe. Conte alguma história das tantas pedras que surgiam no seu caminho. Mostre os fracassos e as possibilidades de superação. Porque os seus filhos passarão por histórias de fracassos, também. Todos passam. E o problema não será a queda, será a ausência de aprendizagem de que quem está caído pode se levantar. E pode chorar quando da queda. E pode chorar quando da superação da queda.
Meu pai chorava muito de emoção. Minha mãe também. Em casa, nunca tivemos constrangimento em chorar. Nas partidas ou nas chegadas. Como é bom viver sem máscaras. Como é bom ter uma família que nos ajude a viver sem ter medo das nossas emoções.
Como diria Pe. Zezinho:

“Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinhas
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia, o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar”.

Gabriel Chalita- Membro da Comunidade Canção Nova e Deputado Federal


>Homem chora

>

Dia desses, ouvi uma mãe explicando ao filho que “homem não chora”. O menino de três ou quatro anos fazia de tudo para não chorar, mas não conseguia. Passava os bracinhos miúdos sobre os olhos, tentava limpar o nariz, que também participava da dor, e nada. E a mãe agia com mais vigor, alertando que “homem não chora”.

Quem será que criou essa teoria? Quem separou o gênero humano entre aqueles que podem e aqueles que não podem chorar?
Homem chora, sim. Homem é razão e emoção como a mulher. Homem chora de dor, de emoção, de saudade, de felicidade. Jesus chorou diante do sofrimento da família de Lázaro. Sabia que tinha o poder de ressuscitá-lo, mas a situação daquelas irmãs inconsoláveis diante da perda o emocionou, e ele chorou. Uniu-se à nossa humanidade e chorou.
Na educação dos filhos, não poucas vezes, as famílias cobram de uma criança a postura de um adulto. Criança é criança. Tem inseguranças próprias de criança. O adulto tem as suas. Os medos talvez sejam diferentes. Mas todos têm medo. Meninas e meninos também têm diferenças como os homens e as mulheres. Mas têm muito em comum: choram, emocionam-se, amam. É para isso que fomos criados.
Fiquei imaginando por que aquele menino estava chorando. E fiquei imaginando os erros que as mães e os pais cometem quando querem transformar os seus filhos em heróis. Os pais não são heróis. Por que os filhos haveriam de ser?
Vez ou outra, sente-se com o seu filho e chore com ele. Pai ou mãe. Conte alguma história das tantas pedras que surgiam no seu caminho. Mostre os fracassos e as possibilidades de superação. Porque os seus filhos passarão por histórias de fracassos, também. Todos passam. E o problema não será a queda, será a ausência de aprendizagem de que quem está caído pode se levantar. E pode chorar quando da queda. E pode chorar quando da superação da queda.
Meu pai chorava muito de emoção. Minha mãe também. Em casa, nunca tivemos constrangimento em chorar. Nas partidas ou nas chegadas. Como é bom viver sem máscaras. Como é bom ter uma família que nos ajude a viver sem ter medo das nossas emoções.
Como diria Pe. Zezinho:

“Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinhas
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia, o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar”.

Gabriel Chalita- Membro da Comunidade Canção Nova e Deputado Federal


>Uma só sintonia

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“Seu corpo esteja a serviço do seu eu interior, os seus gestos e seus olhos são sempre um reflexo de sua alma” 
(João Paulo II)

>Hoje!

>

Hoje, vamos sorrir mais, amar mais, abraçar mais, agradecer mais, dar mais atenção aqueles q passarem por nós, fazer um ato de bondade…

>Para morrer basta exisitr

>

Mulher grávida morre ao sair de academia.
Quantos planos… Quantos momentos ainda para se viver… Engraçado, e eu aqui perdendo uma hora do meu dia lendo um jornal bobo, sendo que poderia estar com meu filho agora, podia estar com ele soltando pipa, correndo. Mas estou aqui. Como uma estátua, parado, sem dar valor a vida como se ela não tivesse valor algum, vivendo como se fosse eterna, como se cada minuto durasse uma eternidade!
Quantas vezes não me dei valor?

Ao meu pai, mãe, filho, filha, tio, tia, primo, prima, meu cachorro? Ah! Meu cachorro, ele me valoriza mais do que eu valorizo ele. Quantas vezes chego em casa cansado do serviço e ele me vem abanando o rabo para me alegrar e eu simplesmente ou o ignoro, ou digo “Sai para lá vira-lata”. Quantas vezes minha mãe precisa desabafar com alguém, e eu simplesmente digo “Bom Dia” me tranco em meu quarto e ajo como se ela não existisse.
Cansei! Cansei! Cansei de ser hipócrita ignorante, cansei de ser mais um em milhões, cansei dessa minha vida medíocre na qual não dou valor, não faço valer a pena.
Para que eu existo?
Para que eu vivo?
 Isso em nada me serve se não dou a ela o devido sentido!
10 minutos, são o suficiente para eu ver minha vida inteira diante de meus olhos, meu primeiro beijo, meu primeiro dia de aula, as pessoas que conheci ao longo de minha vida, todos os meus momentos bons e ruins. E daqui a um minuto, posso morrer e esses 10 minutos terem sido os únicos momentos de lucidez em minha vida!
Meu coração pulsa! Meu coração Grita! Meu coração Grita para AMAR! E eu como um ser humano burro que sou, vivo minha vida como se ela fosse eterna.
“ Para Morrer, basta existir!’
                                               Augusto Rocha Ribeiro

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